segunda-feira, 19 de novembro de 2007

HaiKai



Vastidão plana...
Fluir por longas vias.
Turbilhões mentais.

domingo, 11 de novembro de 2007

Tessitura Poética

Comes, logo existes.


Reflita!
Teu destino
São todas as estrelas
Que a tudo revela.

Teu berço:
As cinzas cósmicas, -
Filho que és
Da alquimia estelar

Do imenso cosmo
Tens a consciência,
E dele te atinas.

Tu, devorador de luz,
Pois que te alimentas
De tudo que a luz desvela.

domingo, 28 de outubro de 2007

Tessitura poética

Sursis


É negra lápide,
do mais duro granito,
o elo com o infinito.

Morte,
portal do inferno,
ou senda para o gozo eterno.

A nulidade carnal que volta ao pó.

Antes,
o enigma da existência em sursis,
e escravidão abjeta às paixões vis.

Negra a távola,
mesa exposta
ao banquete e sanha
dos vermes,
que na carne apostam
saciar a fome tamanha.

Nulidade que volta ao pó.

Sobre o que resta,
suspensa está
a mão que segura
a balança.
Cerra-se a fresta.

E fecha-se o pano
de toda uma existência,
na cósmica
incógnita falência.

Nulidade ao pó.



segunda-feira, 15 de outubro de 2007

HaiKai

Com zumbido,
a presença da mamangava.
Polinizada a flor.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

HaiKai


O passaredo
gorjeia na manhã.
A moça canta.

sábado, 6 de outubro de 2007

Tessitura poética


Meandros sociais


Anéis abertos
em tramas,
e dramas:
eis o teor
e a cura da multiplicidade.

A malta escancarada,
afecto da
singularidade paradoxal,
e cerrada.

Subserviente,
nunca arborescente,
assim é
a unidade latente,
em linhas de fuga
avessas ao múltiplo que suga.

Engodo existencial,
rizoma jamais terminal;
a unicidade
nas tramas do pano social,
plano às vezes terminal;
e no reverso,
o cenário do drama
de toda adulação,
e do engano.

Estrato singular fugidio,
à subserviência arredio;
crença na fuga presente
e termo nas normas
do múltiplo inclemente:
microfascismo latente
no sabor amargo
do extrato social.