Princípio
Fruto da urdidura capital
do engodo ancestral
no ato do pecado original,
fecham-se os panos da vergonha carnal.
Todavia,
somos perenemente nus.
Cobre-nos, tão somente,
do crucial momento, a semente
travestida em dilacerado capuz.
Todo o resto,
sejam fios de ouro
ou farrapos de antigas tramas,
são panos que se abrem
e se fecham,
nas reveladas comédias
de nossos dramas.
A linha de fuga
de sempre estendida,
liberta e subjuga
a massa humana falida.
Tudo é fruto
e urdidura,



