Silêncio
Nada ouvir.
Nada!
Sentir na alma,
dor e nostalgia.
É tua ausência,
que faz no silêncio
o pensar de saudade
na tarde em agonia.
No silêncio,
geme a alma
de dor tão certa
de sentir-te longe.
A tarde, vai!
A noite, vem.
O silêncio cai.
Dói a alma.
Há o gemido profundo
que clama e chama.
Arde o amor infecundo.
A alma inflama.
Silêncio!
O querer-te... ouvir-te.
Sofrer na alma
a melancolia.
No silêncio...
profundo,
quase morrer
de amor que dou a ti.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Tessitura Poética
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terça-feira, 9 de março de 2010
Tessitura Poética
O nada e você
Estonteante singularidade essa,
a de todas as incertezas.
Assim como frágeis são
as certezas
no estridente quebrar
constante da existência.
O mesmo se dará com o amor?
Entidade subjetiva,
e singular,
frágil dependente,
suspenso que é entre a razão
e o ardor de fugaz paixão.
No amor há as incertezas,
teorias de abandonos,
suspirantes pulsares,
e também ardores singulares.
E há as incertezas.
Amo você.
Você me amará?
Nada. Nada.
Somente as incertezas.
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terça-feira, março 09, 2010
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Tessitura poética
Oposições
Deus!
Pode
o frágil peito
resistir ao turbilhão,
cósmico talvez,
que é a perene busca pelo amor?
À alma e corpo,
dicotomia de existência efêmera,
talvez,
engastada no frágil existir,
cabe procurar pelo sonho,
talvez impossível,
do encontro do amor duradouro,
eterno por desejo,
se ele parece existir
sempre além do devir,
tão distante está.
Resta o canto poético,
ao poeta, talvez,
como desesperado sinal fosse,
que clama por respostas que tanto tardam a chegar.
Belos cantos que se consomem
nas distâncias infinitas das buscas
feitas de desencontros.
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efvilha
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sexta-feira, março 05, 2010
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terça-feira, 2 de março de 2010
Tessitura poética
Vida Rizoma
Assim é a vida:
incerta como o rizoma.
Nunca se é árvore,
previsível,
até mesmo no balançar
dos ramos
sob a fúria das tormentas,
ou na rotina torturante
da singular existência.
Antes,
se é o mais belo dos apelos
ao rizoma das perenes metamorfoses.
Estas,
sim,
tecelãs de todos os fios
sedosos das teias de todos os amores,
dos eternos todos amores,
no revelado existir das existências todas,
se assim se é.
Que a nada tolda,
Pois que o rizoma não se tolda.
Travestis,
é o que se é,
na multiplicidade de tudo o que se é,
espelhados rizomas de outros rizomas,
que se é.
A vida, assim é:
como o rizoma, incerta é.
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terça-feira, março 02, 2010
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tessitura Poética
Oníricos versos
Larguei-me entre os lençóis:
lá ficou meu corpo em aconchego.
A alma,
recusou-se a pousar nas tramas,
desfez-se das urdiduras materiais,
e voou,
voou,
talvez,
para o mundo infinito dos sonhos.
Saberia ela,
a alma,
mais que o corpo,
onde buscar a felicidade?
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segunda-feira, fevereiro 22, 2010
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
Tessitura Poética
Faça-se
Estrato do juízo se Deus,
– emprestadas as sutilezas
teológicas,
e o amparo escolástico –
é o véu da distinção real
do planetário conteúdo
e da sublimada expressão.
Advento da causalidade,
rigor nas formas todas
tal qual expressão macroscópica
de todo cristal,
ou na microscópica molecular
e molar da revelação vital.
Distinções formais,
variadas e reais,
da causalidade o fato;
e toda distribuição
seja do conteúdo,
seja da expressão,
eis a natureza da distinção
que transmuda o orgânico estrato
em lavor da criação.
Segmentaridade
linear,
unidimensional,
limiar nunca ocasional
do produto tonal
das cordas cósmicas
obreiras da assunção vital,
pelo conteúdo
que independe da expressão,
lavor da geração,
do poder e da dominação.
E tudo, tudo...
é originado do pó,
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efvilha
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domingo, fevereiro 14, 2010
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