Paradoxos
Parecemos loucos,
e não o somos:
veja-se os sonhos.
Somos loucos,
e não parecemos:
veja-se a vida.
Tudo,
a um fio do pesadelo,
e da loucura.
O pesadelo,
a loucura,
é jamais nada possuir de si.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Tessitura Poética
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efvilha
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quinta-feira, abril 01, 2010
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Tessitura Poética
Transitoriedades
Efeméridas.
Por quê?
Qual a razão alada,
a neura predadora
para um só dia?
Cinzas tornadas vida,
signos da lembrança
de que também efeméridas somos,
e poeira redundante
que se faz em vida,
no temporal
e frágil oscilar das horas.
E tudo é efêmero.
Mesmo as juras do amor eterno,
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efvilha
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quinta-feira, março 25, 2010
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sábado, 20 de março de 2010
Tessitura Poética
Ofuscamentos
A nudeza exposta do teu rosto,
antes do fascínio,
desconcerta.
Oposta à castidade,
a perturbadora presença.
Traveste-se,
indisfarçada, na revelação
dos panos carnais
da sedução
martirizante.
O teu rosto
cega a vontade,
subjuga um tempo de amar,
traz padecimento
por paixão.
Tudo, no teu rosto,
Amor.
Consumação de irrevelados mistérios,
ou, de possibilidades?
E nada de transparências.
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efvilha
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Tessitura Poética
Silêncio
Nada ouvir.
Nada!
Sentir na alma,
dor e nostalgia.
É tua ausência,
que faz no silêncio
o pensar de saudade
na tarde em agonia.
No silêncio,
geme a alma
de dor tão certa
de sentir-te longe.
A tarde, vai!
A noite, vem.
O silêncio cai.
Dói a alma.
Há o gemido profundo
que clama e chama.
Arde o amor infecundo.
A alma inflama.
Silêncio!
O querer-te... ouvir-te.
Sofrer na alma
a melancolia.
No silêncio...
profundo,
quase morrer
de amor que dou a ti.
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sexta-feira, março 12, 2010
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terça-feira, 9 de março de 2010
Tessitura Poética
O nada e você
Estonteante singularidade essa,
a de todas as incertezas.
Assim como frágeis são
as certezas
no estridente quebrar
constante da existência.
O mesmo se dará com o amor?
Entidade subjetiva,
e singular,
frágil dependente,
suspenso que é entre a razão
e o ardor de fugaz paixão.
No amor há as incertezas,
teorias de abandonos,
suspirantes pulsares,
e também ardores singulares.
E há as incertezas.
Amo você.
Você me amará?
Nada. Nada.
Somente as incertezas.
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terça-feira, março 09, 2010
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sexta-feira, 5 de março de 2010
Tessitura poética
Oposições
Deus!
Pode
o frágil peito
resistir ao turbilhão,
cósmico talvez,
que é a perene busca pelo amor?
À alma e corpo,
dicotomia de existência efêmera,
talvez,
engastada no frágil existir,
cabe procurar pelo sonho,
talvez impossível,
do encontro do amor duradouro,
eterno por desejo,
se ele parece existir
sempre além do devir,
tão distante está.
Resta o canto poético,
ao poeta, talvez,
como desesperado sinal fosse,
que clama por respostas que tanto tardam a chegar.
Belos cantos que se consomem
nas distâncias infinitas das buscas
feitas de desencontros.
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efvilha
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sexta-feira, março 05, 2010
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