Verbos
Somos, irmão,
coisa única
com tudo o mais que há.
O Deus criador,
perguntado seu nome,
disse ser Aquele que É.
O humano Ser,
nada mais será
que verbo de mesma grafia.
Compreender isso
é humana,
e eterna, porfia.
Eu sou
Tu és
Ele éeu e você: somos cria e irmãos da poeira de todas as estrelas; somos luz e buracos negros. somos.
Verbos
Somos, irmão,
coisa única
com tudo o mais que há.
O Deus criador,
perguntado seu nome,
disse ser Aquele que É.
O humano Ser,
nada mais será
que verbo de mesma grafia.
Compreender isso
é humana,
e eterna, porfia.
Eu sou
Tu és
Ele é
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efvilha
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domingo, julho 18, 2010
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Acontecimento
O homem,
o Ser,
acontece na Luz que se faz de lampejos;
e acontece no tempo,
perdição entre a penumbra passada
que se faz sombra,
e o devir.
Eternos.
Na luz,
o que se vê
são projeções no espelho,
teatro imagético
feito de signos de existências.
A Bondade,
a Impulsão,
o Desejo,
e tudo o mais,
fragmenta-se no fio cortante do presente.
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efvilha
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sábado, julho 10, 2010
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Cidadelas em conflito
Assim é o Ser.
Singularidade em porfia.
Oscilação no medo de ter e perder,
e refém perene da dicotomia
na espiral circularizante
do desejo e necessidade.
No centro de tudo,
o estoque do medo
e do segredo,
perdição extrema
entre compulsão
e obsessão,
causa e efeito do eterno degredo.
No entanto,
da teia e do enredo,
qual o fio salvador estendido?
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efvilha
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sexta-feira, julho 02, 2010
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Segredos
Quantos haverá?
Tantos quanto seja a plenitude.
Tudo se esconde na penumbra
que recobre as singularidades.
Os mais tenebrosos,
estes perdem-se na escuridão do ser.
A Sombra alonga-se
para muito além do que se é.
Tantos são os segredos
quantas sejam as multiplicidades
que há entre corpo e alma.
A penumbra, a sombra,
são os segredos
e medida de toda existência.
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efvilha
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sábado, junho 26, 2010
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Viver no teu nome
O que mais falar do amor?
Tanto disseram o poeta e o amante,
que tudo o que eu diga
vazio será de importância,
nada mais será que redundância.
Disse o poeta cancioneiro
quão grande é o amor verdadeiro.
Outro, ser o amor eterno porquanto dure.
E outro, ainda, de maior idade,
do amor falou da contrariedade.
De tudo isso tenho ciência,
e de que o amor que me consome
nas intensidades do teu nome,
travestido é nos segundos da existência.
O que mais falar do amor?
Pois que é dor e contentamento e,
do meu viver o testamento
que é de ti o meu favor.
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efvilha
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quinta-feira, junho 03, 2010
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Reiterações
Desencantos...
nem sempre fugazes,
pois que duradouros,
e reiterantes são.
Linha de fuga de toda existência.
E perduram os desencantos,
e reiterantes
nos casos de amor.
Em quantas almas brotam
estes mesmos lamentos?
Reiterantes
são os tormentos.
Os desencantos.
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efvilha
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sábado, maio 29, 2010
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