Temerários Versos
O vazio
da folha em branco;
o compasso inquietante
da longa espera.
A lentidão,
paradoxal irmã
da alucinada prece.
Tomba o ânimo
... é o desânimo,
que se instala,
e avilta a existência.
Lenta... demais,
flui a vida,
que vai, e vai,
e resta o vazio sem fim
da alma em pranto.
No campasso...
ainda o vazio da folha em branco.
A lentidão
agora da prece,
da vida,
que vai... e vai,
esmaece,
e tudo,
tudo fenece.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Tessitura Poética
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Tessitura poética
Princípio
Fruto da urdidura capital
do engodo ancestral
no ato do pecado original,
fecham-se os panos da vergonha carnal.
Todavia,
somos perenemente nus.
Cobre-nos, tão somente,
do crucial momento, a semente
travestida em dilacerado capuz.
Todo o resto,
sejam fios de ouro
ou farrapos de antigas tramas,
são panos que se abrem
e se fecham,
nas reveladas comédias
de nossos dramas.
A linha de fuga
de sempre estendida,
liberta e subjuga
a massa humana falida.
Tudo é fruto
e urdidura,
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efvilha
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quinta-feira, janeiro 01, 2009
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Tessitura poética
O que diz o poeta
É preciso
compreenderes
que o poeta
fala de tudo e de nada.
Se mente,
da verdade fala.
Se fala a verdade,
dela é semente.
O poeta,
minha cara,
só não cala.
A verdade encara,
a ela embala,
o poeta.
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efvilha
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sábado, 25 de outubro de 2008
Tessitura poética
Viver para amar você
Sabe o que eu queria?
Amar você,
somente você.
Dar,
somente a ti,
todo o amor que amei
em todas as mulheres
que conheci.
Meus braços,
e todos os meus abraços,
teus;
e em um abraço apenas,
todos os afagos que dei
a todas as mulheres que amei.
A minha alma,
que te dou com os meus beijos,
ser tua, somente tua:
é isso que sou,
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Tessitura poética
Humana condição
Perdida está
no buraco negro dos anos passados,
pois que nada devolvem,
a leveza da mocidade
e todas as alegrias
da mais tenra idade.
Curva-me,
seguida a curvatura do tempo,
a flacidez das carnes,
que aos ossos dobram;
o peso de todos os dias idos,
a carga das lembranças
acumuladas,
a murchês dos seios caídos,
que outrora tantas delícias ofertaram.
Tudo perdido está,
na carcomida singularidade.
Cumpre-se a sina
de sempre determinada,
os anos se passaram.
Pretéritos são os amores,
tantos tidos no passado,
igualmente os bons humores
do sagaz pensamento alado.
De tudo no tempo acumulado
nada mais resta,
perdido está,
tudo em mim o atesta,
o tempo nada mais dá,
que a esperada morte,
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efvilha
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