Para sempre
Medos e desejos,
espectros nas sombras
das existências,
e tudo remonta a segredos
sob a mortalha fria do tempo
e nos abissais desesperos.
Nas franjas cerebrais,
o abismo límbico do engodo,
e a encruzilhada
do céu e do inferno.
Nada.
E nada,
apesar de todo acontecimento.
O vazio.
Para sempre, o vazio.
E os medos,
e os desejos,
espectros e sombras e,
para sempre,
o desespero.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Tessitura Poética
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sábado, 14 de agosto de 2010
Tessitura Poética
Imortais
Realidade: dura ilusão.
Tanta,
que incontáveis são
as verdades dela copiadas.
A realidade é reiterante,
travestida e mutante.
Já a verdade,
é mortal mesmo na fonte.
No entanto,
de tudo e em tudo,
há a sedução da Luz e do Amor,
dicotomias eternas geminadas
que florescem além das
verdades e realidades,
como sazão do princípio e do fim.
A Luz e o Amor,
são reais
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domingo, 18 de julho de 2010
Tessitura Poética
Verbos
Somos, irmão,
coisa única
com tudo o mais que há.
O Deus criador,
perguntado seu nome,
disse ser Aquele que É.
O humano Ser,
nada mais será
que verbo de mesma grafia.
Compreender isso
é humana,
e eterna, porfia.
Eu sou
Tu és
Ele é
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sábado, 10 de julho de 2010
Tessitura Poética
Acontecimento
O homem,
o Ser,
acontece na Luz que se faz de lampejos;
e acontece no tempo,
perdição entre a penumbra passada
que se faz sombra,
e o devir.
Eternos.
Na luz,
o que se vê
são projeções no espelho,
teatro imagético
feito de signos de existências.
A Bondade,
a Impulsão,
o Desejo,
e tudo o mais,
fragmenta-se no fio cortante do presente.
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sábado, julho 10, 2010
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Tessitura Poética
Cidadelas em conflito
Assim é o Ser.
Singularidade em porfia.
Oscilação no medo de ter e perder,
e refém perene da dicotomia
na espiral circularizante
do desejo e necessidade.
No centro de tudo,
o estoque do medo
e do segredo,
perdição extrema
entre compulsão
e obsessão,
causa e efeito do eterno degredo.
No entanto,
da teia e do enredo,
qual o fio salvador estendido?
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sexta-feira, julho 02, 2010
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sábado, 26 de junho de 2010
Tessitura Poética
Segredos
Quantos haverá?
Tantos quanto seja a plenitude.
Tudo se esconde na penumbra
que recobre as singularidades.
Os mais tenebrosos,
estes perdem-se na escuridão do ser.
A Sombra alonga-se
para muito além do que se é.
Tantos são os segredos
quantas sejam as multiplicidades
que há entre corpo e alma.
A penumbra, a sombra,
são os segredos
e medida de toda existência.
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