Essência humana
O que tiver que ser,
será, talvez.
Frustradas esperanças objetivas,
mil vezes mil superadas
as negativas, talvez.
Anti-modelo estrutural,
ou gerativo,
estranho ao eixo genético
onde a armadura mental profunda
não abunda, talvez.
Pivotante unidade objetiva,
sucessividade celular fecunda,
unicidade ultra-dimensional,
transformacional e subjetiva.
Essa a cadeia humana,
tanto a sadia quanto a insana,
liberta da binaridade
arborescente do
decalque reprodutivo ao infinito,
substância corpórea que não é granito,
por este velado e revelado,
porém,
no derradeiro instante do réquiem.
Mapa-rizoma
a que tudo se soma,
essa a essência humana.
Homem-mapa-aberto
conectável
reversível
desmontável
transformável constante,
mutável na perfídia psicanálise.
Mapa-rizoma no uno,
porém,
pivotante grupal e social.
Do redundante perigo decalque,
se libera, e
dos impasses bloqueios
de todos enganosos esteios.
Da vergonha,
da culpa,
da fobia,
liberta-se pela porfia,
talvez.
Não subserviente ao
desmoronamento,
buraco negro
do rizoma fechado,
arborificado e...
morto,
enfim.
Antes, às impulsões exteriores
o desejo fomenta,
e outras às produtivas,
acrescenta.
Rizomorfo Ser,
se estendidas as ramas,
e as tramas
do pensamento,
e das sinapses da
urdidura cerebral,
nunca um produto final;
talvez?
sábado, 28 de novembro de 2009
Tessitura Poética
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Tessitura Poética
Cantigas da alma
Quão estranha
Essa teimosia
Que me vem
Da alma.
Resistir é preciso?
O que dita-me o siso?
Desnudar-me
Na poesia.
Dói!... ou alivia?
- Não importa o alívio.
- Não importa a dor.
Apenas canta
Alma de sonhador
O teu canto triste
Teu canto... a tua dor.
Atuar é preciso?
O que diz-me o siso?
Fazer poesia.
Cantar!
Alivia!... ou dói?
- Que importa a dor
- Que importa o alívio?
Apenas cante
Alma de cantor
o teu pranto triste,
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sábado, 7 de novembro de 2009
Tessitura Poética
Torvelinhos
Busco respostas
às inquietudes da alma.
Paro.
Refaço caminhos.
Duvido nas encruzilhadas.
Tropeço nos mesmos embaraços.
Verto as mesmas lágrimas.
Sorrio os mesmos sorrisos.
Creio mais.
Pergunto mais.
E,
Revejo amigos.
Revivo momentos de amores.
Rubram-me as faces nas mesmas paixões.
Canto velhas canções.
Grita meu peito, repetidos gritos.
Convenço-me menos.
Vejo mais.
Tudo me apraz...
ou dói... Mas,
o que mais dói, sempre,
são os arrependimentos.
Poucos.
Marcos que são,
dos caminhos tortos que trilhei.
Busco respostas.
As inquietações na alma.
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efvilha
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